EDUCAÇÃO: COMBATE À DOUTRINAÇÃO IDEOLÓGICA NAS ESCOLAS NO BRASIL

EDUCAÇÃO: COMBATE À DOUTRINAÇÃO IDEOLÓGICA NAS ESCOLAS NO BRASIL

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O panorama educativo do Brasil é bastante sombrio. Ainda há milhões de analfabetos funcionais em escolas e universidades e, sobretudo, um péssimo desempenho dos alunos em exames internacionais, como o Pisa. Outra sequela que acomete a educação brasileira é a sufocante centralização por parte de sindicatos e a ideologização à esquerda por parte do corpo docente.

Para reverter a chaga da doutrinação político-ideológica que envenena a mente de estudantes em fase de formação intelectual, surgiu uma associação independente e sem fins lucrativos chamada Escola Sem Partido. A intenção desta iniciativa visa a alguns pontos: descentralização e desmonopolização do conhecimento; respeito à integridade intelectual e moral dos alunos; não interferência sobre a maneira com que os pais dos alunos devem educá-los, conforme suas convicções e valores; variedade quanto ao ensino e aprendizagem de conteúdos, conforme vastas bibliografias, livros e textos.

Em disciplinas de Humanas, como história, sociologia, filosofia e geografia, é comum que “educadores” – bem-intencionados a ocupar espaços para fixar a hegemonia cultural, conforme apregoa o comunista Antonio Gramsci – usem a autoridade para relativizar ou ludibriar a informação como lhes convém.

De acordo com a estratégia gramscista, há que ruir todos os alicerces que sustentam a cultura ocidental. Por isso, discursos combativos ao cristianismo, aos Estados Unidos, ao setor privado, a Israel e ao capitalismo viralizaram a consciência e a “visão crítica” de muitos jovens que se dizem “politizados”.

Pergunta-se: isso é ensinar? Quando se aborda qualquer assunto ou conteúdo em sala de aula, há que fazê-lo com neutralidade, apontando fatos, suas causas ou consequências, com pontos de vista de autores ou intelectuais variados, sem juízos de valor ou retórica passional a favor de um segmento ou repudiando outro. Afinal, o docente, como em qualquer país democrático, pode ter suas próprias convicções, mas em sala de aula tem que educar e não instruir ou persuadir o aluno a que pense semelhante. Escola não é escoadouro para ativismo político ou disseminação do marxismo cultural.

A Associação Escola Sem Partido, além de preencher essa lacuna, tem função didática, pois disponibiliza os mecanismos para orientar os pais quanto ao problema, afixa um cartaz com os deveres do professor, acolhe denúncias de alunos que foram vítimas do abuso, expõe artigos de renomados especialistas que discorrem do problema, dá dicas de como flagrar um doutrinador e muitas outras ferramentas.

A liberdade de ensinar é inviolável, porém não é prerrogativa para dizer ou adotar condutas e hábitos conforme o bel-prazer do educador. Que isso fique claro!