BRUMADINHO-MG: Com 34 mortos e 296 desaparecidos tragédia em Brumadinho já é maior do que a de Mariana

BRUMADINHO-MG: Com 34 mortos e 296 desaparecidos tragédia em Brumadinho já é maior do que a de Mariana

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O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou a morte de 34 pessoas por conta da queda da barragem I da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG). O governo do Estado chegou a confirmar 40 mortos, mas retificou a informação uma hora depois.

Com essa informação, a queda da barragem em Brumadinho já fez mais vítimas que o desastre ambiental de Mariana, em 2015, que deixou 19 mortos. Os bombeiros também informaram que 296 pessoas estão desaparecidas. Há ainda 81 desabrigados e 23 pessoas hospitalizadas.

Em entrevista coletiva na tarde deste sábado, o coronel Anderson Almeida afirmou que ainda há um risco de desmoronamento de outra barragem do complexo, mas que os bombeiros e a Vale estão trabalhando para tentar garantir a segurança da área. “Não descartamos o rompimento da barragem VI, ainda estamos trabalhando numa situação em que pode estar seguro, estamos drenando”, afirmou o oficial.

Segundo o oficial, mais de 200 pessoas trabalham nas buscas na área que foi atingida pela lama da barragem. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais recebeu reforço de oficiais da corporação no Rio de Janeiro e de oficiais da Força Nacional.

De acordo com Almeida, os Bombeiros procuram por desaparecidos em 12 pontos da região atingida pelos rejeitos. Ele informou que as buscas foram interrompidas por cerca de 50 minutos na tarde deste sábado devido às chuvas na região. Os trabalhos, no entanto, já foram retomados, e os Bombeiros ainda têm esperanças de encontrar sobreviventes.

Não estamos atrás de corpos, estamos atrás de pessoas“, disse.  De acordo com Almeida, as pessoas que foram encontradas sem vida até o momento estavam soterradas pela lama, e não sob escombros, o que pode ter dificultado a sobrevida das vítimas após a tragédia. Ele não soube precisar, no entanto, por quanto tempo uma pessoa pode sobreviver debaixo da lama.

Notícias UOL